A palmada de antigamente ainda funciona?

É só uma palmadinha!

A punição física (bater na criança) acaba gerando resistência, ou seja, a criança acaba aprendendo a aguentar e acaba repetindo, novamente, o comportamento que gostaríamos que ela evitasse. Para além, gera muita culpa e arrependimento por parte dos pais.

Eles acabam explodindo com a atitude da criança, ficam com remorso e depois acabam pedindo desculpas. Essa atitude deixa a criança muito confusa e enfraquece a autoridade dos cuidadores.

No passado a palmada resolvia por ser uma época diferente, nós não questionávamos os nossos pais, não tínhamos acesso a tantas informações e com pouco diálogo acabávamos nos calando diante do ocorrido.

Hoje em dia, as crianças foram estimuladas a se expressar de outra maneira (acredite, o formato de hoje é muito mais saudável!), elas aprenderam que é possível questionar e compreender como as coisas funcionam!

A criança, atualmente, não aceita apanhar, ela fica revoltada, algumas até querem revidar (imagine a tensão familiar nesse momento e o quanto os pais necessitariam vencer!).

Assim sendo, não bata no seu filho, ao longo prazo isso irá gerar insegurança e distanciamento dos próprios pais.

Aqui tem um eBook ilustrado, prático e gratuito, sobre situações onde o filho não obedece.

 

Como lidar?

O ideal é se aproximar dos filhos, com autoridade, mas sem bater. Como fazer isso? Tirar os brinquedos e o que ele gosta? Não! Isso vira um castigo e o importante é aplicar as consequências. Introduza o diálogo e aplique as consequências (veja o nosso texto: Castigar ou aplicar consequências? Qual a melhor opção?).

Premiar significa dar algo quando a criança apresenta determinada atitude positiva. Quando os pais oferecem algo material ou comida em troca de um bom comportamento, as crianças começam a agir sem pensar, ou seja, elas alcançam o comportamento desejado somente para conquistarem o bem material (ou o chocolate!), sem refletir sobre as suas próprias atitudes.

Algumas crianças até se oferecem para atitudes extremas (lavar toda a louça, lavar a roupa, limpar a casa, etc.) visando o “presente” ou até mesmo a mesada/dinheiro.

 

E agora? Eu sempre entendi que seria legal “dar algo em troca” de um bom comportamento!

O que você pode fazer é oferecer um passeio, um momento junto, uma experiência subjetiva e não algo material como, por exemplo, brinquedos, mesadas e doces. O ideal é você elogiar atitudes e não a criança, por exemplo:
“parabéns, eu vi que você se esforçou muito para fazer a lição de casa”;
“que bom que você comeu tudo, isso será ótimo para a sua saúde e crescimento”.

Reconheça o esforço da criança, posteriormente você poderá premiar o comportamento com atividades que ela goste, como, por exemplo: ir na casa do vizinho após fazer a lição de casa, jogar bola no prédio após as obrigações básicas, jogar videogame, etc.

Quando ela percebe que tem coisas boas após os limites, ela começa a obedecer aos pais e fazer os deveres na hora em que são solicitados e, futuramente, usufrui de consequências positivas.