Birra infantil: e agora?

Crianças pequenas ainda não têm maturidade para lidar com determinadas situações e frustrações. Nem sempre os nossos pequenos sabem expressar o que sentem, por isso que a birra vem carregada de gritos, choros, chutes, etc. Na verdade eles estão tentando se comunicar e testando os limites, muitas vezes dos próprios pais, para descobrir onde conseguem chegar!

Entre os 2 e 4 anos de idade a birra é mais comum, porém a partir dos 6 anos de idade é esperado que a criança já saiba se comunicar e se expressar e não aja mais dessa forma.

Muitas vezes a criança insiste em gritar e chorar porque ela percebe que os pais estão “entrando” no jogo dela e, assim sendo, podemos considerar um jogo de paciência para ver quem vai ceder primeiro.

Diante de uma cena de birra, os pais precisam manter a calma, olhar nos olhos da criança e dizer que com tanto choro e grito não dá para compreender o que ela sente e deseja. Entenda e nomeie para ela as emoções dela.

O ideal é interromper o ocorrido e voltar para casa, pois é uma forma da criança se acalmar e perceber que a birra não comunicou nada, além de acabar com o passeio, o qual poderia ser prazeroso.

Não utilize discursos moralistas, por exemplo: “olhe quantos brinquedos você tem e ainda quer mais… existem crianças sem brinquedos!”. Não é deixando a criança culpada que ela irá aprender a mudar o comportamento.

Não tente resolver a situação gritando mais alto que o seu filho! Algumas crianças jogam brinquedos nas paredes e gritam e os pais acabam querendo gritar mais ainda ou ameaçam quebrar o brinquedo para a criança parar. Seja o modelo, introduza o diálogo e aplique as consequências.

Não castigue ou utilize violência física ou verbal. Ajude a criança a olhar para si mesma e para o próximo percebendo o que tal atitude causou e como ela pode reparar isso.

Algumas crianças argumentam com frases, por exemplo: “os pais do meu amigo são bem mais legais, deixam ele fazer/ter isso”. Essa frase pode soar muito mal e provocar os pais, apenas diga que você se preocupa com o seu filho e quer o melhor dele e, para isso, regras e limites são necessários!

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