Não bater não significa falta de disciplina!

Os pais precisam ser ativos na disciplina dos filhos, mas não é com um tapa que todo o problema será resolvido!

Quando os pais dão um tapa na criança eles estão transmitindo a mensagem de que é com agressividade que se resolve os dilemas.

A única referência para as crianças são os pais ou os cuidadores e se essas pessoas transmitem agressividade física a tendência é que as crianças copiem o comportamento.

Atualmente, as crianças exigem explicações, elas querem entender o motivo dos NÃO’s, explique-os.

Provavelmente, você vai explicar umas mil vezes e, infelizmente, tenho que te dizer que é assim mesmo. Não adiantará você dizer somente “não” e pedir para a criança “ficar quieta ou calar a boca”. Se ela não entendeu o que você espera dela ou como ela deve agir em determinada situação ela não conseguirá prever e fazer isso sozinha.

Para que ela obedeça sem você dar um tapa explique o passo a passo, por exemplo: “Iremos ao banco, lá não podemos falar em voz alta e nem sair correndo, não é um ambiente para brincar, é um local sério, onde fica guardado o dinheiro das pessoas e eu gostaria que você fosse comigo, mas que ficasse quietinho. Se você quiser podemos levar um brinquedo pequeno ou um caderninho para desenhar!”.

Veja que não foi preciso ameaçar que o guarda do banco pegaria a criança ou que você daria um chocolate caso ela ficasse quieta ou que daria uns belos tapas se não te obedecesse!

Com o diálogo a criança tende a prever a situação e obedecer com mais facilidade.

Muitas vezes eu escuto: “na teoria é lindo”! Verdade, mas temos que plantar uma sementinha e regar todos os dias! Dá trabalho, mas é possível.

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Crianças, eletrônicos e a quarentena!

Estamos totalmente imersos na era digital, nós, pais, não conseguimos largar as redes sociais e as famosas séries, além do celular e as várias mensagens por dia.

Como lidar nesse período de quarentena que estamos mais conectados ainda?

A tecnologia nos dá muitas possibilidades, mas os estudos apontam que é prejudicial, principalmente para as crianças até os 2 anos de idade. Nessa faixa etária as crianças precisam descobrir o mundo através do tato, olfato, visão, audição e paladar. É esperado que ela caminhe por todos os lugares, descubra tudo, veja cores e sinta diferentes cheiros.

Sabemos que existem muitos aplicativos educativos e interessantes, mas esses recursos são estáticos e através de uma tela, eles não permitem que a criança vivencie diferentes realidades. Através deles as crianças recebem muitas informações o que gera muita adrenalina e ansiedade, a vontade é sempre ver mais e mais. É sempre “só mais um”, ou seja, gera uma dependência e isso faz com que a criança pequena não aprenda a brincar.

Estamos em uma fase mais difícil para retirar os eletrônicos das crianças, pois não temos opções ao ar livre, mas estipule horários, faça um calendário com os afazeres do dia e deixe exposto para todos, limite o uso e proponha novas atividades. Em seguida, redirecione a criança para brincadeiras como: blocos de montar, bonecas, carrinhos, massinha, jogos de tabuleiro, etc.

Faça um cronograma de atividades semanal, inclua os eletrônicos, mas também outras atividades.

Combine com a criança como será o dia/semana dela, isso a deixará mais tranquila sobre o que está por vir. Mantenha firmemente. Use relógios para indicar o tempo adequado e combinado!

Para dar certo necessitamos, primeiramente, sair dos nossos mundos virtuais para nos aproximarmos dos pequenos com brincadeiras mais simples e básicas, além de desenvolvermos maior flexibilidade nesse período e paciência para ensinar e mostrar para a criança a importância de outros afazeres. Tente reduzir a uma hora por dia!

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Meu filho cresceu, e agora?

A grande maioria dos pais se sentem surpresos com o crescimento do filho e a entrada na temida adolescência.

Nessa fase alguns pais acabam achando que o filho já foi “criado” e deixam para que os amigos ou que a “rua” ensinem!

Tenha em mente que você precisará continuar dando atenção, limites e, principalmente, regras (em todas as idades!). Em alguns momentos muitos conselhos e paciência também serão bem-vindos!

É uma fase de transição e a melhor coisa é que esse adolescente aprenda com você, em casa e com os seus valores. Muitas vezes o próprio adolescente não se entende, mas a tendência é ele achar que ninguém o compreende! Para as meninas: a menstruação, os seios, os pelos muitas vezes assustam e incomodam. Para os meninos: a voz oscilando, a barba para alguns e o crescimento para outros pode ser assustador!

É importante que os pais não tenham vergonha de abordar temas, como, por exemplo: menstruação, beijo, sexo e drogas.

Os adolescentes dizem aprender com os amigos, eles até podem aprender, mas, muitas vezes, têm vergonha de tirar as dúvidas. É nesse momento que o aprendizado ocorre de forma distorcida, podendo gerar outros problemas futuros.

Se você tiver vergonha compre livros sobre esses assuntos (existem alguns mais infantis e com ilustrações e outros mais científicos, veja a faixa etária indicada no material), introduza a conversa e não se assuste com os comentários que ouvir. Esteja aberta e segura para direcionar o assunto da forma que você julgar melhor e que vá de encontro com os valores da sua família. Se o seu filho te perguntar como faz para se aproximar das garotas não tenha ciúmes, oriente-o. Se a sua filha disser que está namorando, oriente qual a melhor conduta dependendo da idade dela e não julgue o respectivo par. Outra opção é procurar médicos e profissionais da área da saúde para fazerem a tal orientação!

É uma fase de muitas experiências, mas se for bem direcionada não apresentará turbulências!

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Fim das férias? Como iniciar o ano positivamente?

As crianças precisam de rotina e de independência nos estudos, parece simples, mas é complexo. Aproveite o fim das férias para alterar a dinâmica da sua casa e começar o ano letivo positivamente!

Muitos pais têm dúvidas se devem ou não sentar para estudar com os seus filhos. O principal é que as crianças aprendam a fazer a lição de casa e estudar sozinhas e, caso haja dúvidas, elas poderão questionar e recorrer aos pais.

Nunca faça pela criança.

Também não contrate professores particulares apenas para evitar possíveis notas vermelhas futuras. Deixe a criança mostrar o desempenho dela de forma “natural”.

A criança também não precisa levar tudo correto para a escola. Se ela te pedir ajuda indique e peça que ela leia novamente e faça uma revisão do que foi feito. O objetivo é que ela corrija isso na escola, com o apoio da professora e dos colegas. Os pais devem acolher e supervisionar, esteja próximo!

Crie uma rotina de estudo.

É interessante que a lição seja feita em um local adequado, livre de possíveis distrações. Se for possível crie um cantinho do estudo. Também faça um quadro de rotina junto com a criança para ela visualizar o seu dia a dia e inclua o momento da lição de casa/estudo e também do lazer. Mostre que o treino dos exercícios e leitura é fundamental diariamente.

Não exija notas altíssimas, o foco é no aprendizado e no processo para se alcançar ele e não somente nas notas altas e, nem sempre, elas representam o maior nível de “sabedoria”. Desejamos, entre tantas coisas, filhos emocionalmente saudáveis, certo? Para isso, foco no processo do estudo e não somente no resultado.

Promova e construa o hábito também com os seus exemplos.

Se você tiver o hábito da leitura, do estudo – independente do tema, ela observará a sua dedicação e também consolidará a dela.

Por fim, se você tem “trauma” de Matemática, por exemplo, tente não transparecer isso para o seu filho. Pode ser uma dificuldade sua e não, necessariamente, a dele!

Vamos juntos? Sempre com muito amor, por favor!

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Filhos autônomos: como estimular?

Contribuir para que o seu filho seja mais autônomo é diferente de deixá-lo tomar decisões sozinho e fazer as próprias escolhas. É importante que os pais estimulem as crianças a buscarem soluções sozinhas no ambiente. Como fazer isso?

Os pais devem orientar, exemplificar e supervisionar as atividades dos pequenos, o principal está em fazer com que filho explore as diversas situações e supere as suas barreiras.

Dessa forma estará desenvolvendo as funções executivas (habilidades importantíssimas que abarcam: memória, atenção, flexibilidade, planejamento, raciocínio e realização de atividades).

É de extrema relevância que os pais permitam que os filhos se frustrem, pois, é nesse momento que eles irão conseguir superar as dificuldades e encarar o que é incômodo.

Permita que a criança faça escolhas. Por exemplo: dê 2 ou 3 alternativas de roupas e pergunte qual ela quer usar. Se ela se arrepender ajude-a a lidar com a frustração e não critique.

Quando você perceber que o seu filho tem a idade suficiente para determinada atividade NÃO faça por ele. Muitas vezes o seu julgamento poderá impedi-lo de fazer sozinho em momentos posteriores.

Não contrate aulas particulares, por exemplo, para evitar que o seu filho vá mal na escola algum dia. A construção do conhecimento como um todo é muito relevante e ir mal faz parte! Quer saber mais? Baixe o nosso eBook gratuito, clique aqui!


Eu não consigo dizer NÃO!

O sim é, aparentemente, mais cômodo, mas acaba sendo muito prejudicial quando colocado para resolver uma situação de forma mais “fácil”.

O NÃO prepara os nossos filhos para a vida futura e é um engano pensar que quando o seu filho crescer ele irá ouvir somente SIM.

Com os limites estabelecidos pelos pais, as crianças conseguem colocar “NÃOS” na vida delas mesmas, por exemplo, uma criança que consegue compreender limites poderá, no futuro, negar situações que poderão colocá-la em risco.

Quando você disser um NÃO mantenha a palavra (não volte atrás) e seja firme!

A criança irá te testar, pois o objetivo dela é te convencer. Ela também poderá fazer chantagem emocional, porém não esmoreça. Ao passar por essas situações o seu filho irá desenvolver empatia, flexibilidade, dedicação e tolerância: habilidades importantíssimas!

Os bebês com 1 ano de idade já compreendem o NÃO e com 2 anos de idade já conseguem entender as consequências de um NÃO. Portanto, você poderá colocar isso em prática desde cedo, mas qual o limite de dizer NÃO?

Primeiro tenha em mente o que você deseja para o seu dia a dia e para o futuro do seu filho. Sim, todos nós queremos filhos educados, equilibrados e esforçados. De qualquer forma, pensar em traçar esse tipo de plano te deixará menos culpada(o) ao repreendê-lo, mas não se esqueça que não há necessidade de dizer “filho estou dizendo NÃO, mas é para o seu bem, no futuro você vai me agradecer”. Esqueça esse tipo de frase.

O ideal é você explicar e demonstrar o motivo de tal NÃO.

Por exemplo: “filho, nós já tínhamos combinado que não é permitido jogar bola na sala, agora teremos que encerrar a brincadeira... E eu acredito que você não repetirá isso novamente!”. Uma ideia é você deixar as principais regras, escritas em um papel e afixadas em um local visível, para que todos consultem juntos, quando necessário!

Posso dizer SIM? Claro, desde que o pedido da criança seja viável e que você não esteja cedendo à chantagem emocional! Baixe o nosso eBook gratuito, clique aqui!


Filhos bagunceiros

Os pais costumam ficar muito irritados com a bagunça dos pequenos, mas é muito importante e necessário ensinar a como organizar os brinquedos, roupas, mochila da escola, lancheira, etc.

Muitas crianças não gostam do momento de organizar tudo, pois significa que a brincadeira acabou!

Tais comportamentos costumam aparecer desde cedo, por exemplo, por volta dos 2 anos de idade. “Meu filho é tão novinho! Posso pedir para que ele guarde tudo sozinho?”

SIM! É claro que a supervisão de um adulto é sempre necessária e se for o caso você poderá ajudar, mas coloque algumas regras básicas para que a brincadeira acabe com a casa organizada:

1. Estipule regras para a brincadeira. Diga que só poderá ter uma nova brincadeira, após os brinquedos da primeira serem guardados;

2. Separe caixas, baús, estantes baixas, ou seja, espaços acessíveis para que a criança possa organizar, sozinha, os materiais que usou;

3. Ensine e exemplifique quais atitudes você espera do seu filho. Não cobre o que você não ensinou previamente, caso contrário o seu filho poderá se sentir incompetente;

4. Faça combinados prévios, não espere o problema se instalar!;

5. NÃO use “o ato de organizar a casa” como forma de punição ou castigo e também NÃO estabeleça trocas. É importante ensinar que organização não é opcional!

Permita muitas e muitas brincadeiras, mas, sempre, com regras e limites! Quer saber mais? Baixe o nosso eBook gratuito, clique aqui!


Eu tenho que pedir mil vezes…

Sabe aquele momento que você pede para o seu filho escovar os dentes, tomar banho, pentear o cabelo, colocar a roupa adequada e ele nunca quer fazer nada? Pois é, não se sinta só, todas as famílias passam por isso. Como lidar e qual a melhor atitude é sempre a nossa dúvida!

O primeiro passo é revisar a rotina da criança, pois se você tanto pede e ela nada faz pode ser que naquele momento tal atividade não esteja rendendo ou que o drama da criança seja em função do cansaço dela. Proponha uma conversa com a criança, confira o calendário de vocês (aquele que já falamos em outros posts que vocês podem fazer juntos e que ajuda a criança a ter noção de tempo e a esperar) e veja o que pode ser alterado. Quando a criança é ouvida e fornece a sua opinião ela se sente mais motivada a obedecer!

Coloque-se no lugar da criança.

Você gostaria de ouvir que só faz bagunça, que deixa tudo largado e nunca faz nada certo? Pois é, a criança também não gostará de ouvir isso e com certeza não terá motivação alguma para mudar! Risque essa frase do seu vocabulário e peça ajuda da criança para colocarem as coisas em ordem, transforme o momento em algo mais cooperativo.

Converse com o seu filho, explique e exemplifique o que você deseja.

Promova uma parceria entre vocês. Explique os motivos, se necessário mostre imagens, deixe-as fixas em algum mural. Um filho acolhido obedecerá muito mais rápido!

Olhe para você mesma! Isso é fundamental! Responda a seguinte pergunta: eu estou brava por algo que fará bem para a criança (tomar banho, escovar os dentes, etc.) ou porque eu quero tudo do meu jeito e no meu tempo? Em uma casa com 2, 3, 4, 5 ou mais pessoas cada um pensa de um jeito e tem um funcionamento. Respeite.

Promova o diálogo e deixe as discussões diárias de lado!

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O meu filho não entende por qual motivo eu tenho que ir trabalhar!

“O meu filho sempre me pede para eu ficar em casa. Ele não entende por qual motivo eu preciso ir trabalhar! Qual a melhor maneira de conversar sobre o assunto?”

É muito comum explicar para os filhos que o trabalho é necessário para que ele possa ter todas as coisas que gosta.

Por exemplo: comida, roupa, brinquedo e até mesmo as guloseimas. É nessa hora que as crianças costumam comentar: “tudo bem, pode parar de trabalhar, eu não preciso mais dessas coisas todas”.

A frase da criança comove os pais e, muitas vezes, eles ficam sem reação. Como lidar?

É muito importante que essa criança saiba que o motivo do seu trabalho é muito além de dinheiro, é interessante que ela saiba que você gosta do que faz e que há um prazer envolvido nisso.

Encontre um propósito para a sua atuação e transmita esses valores ao seu filho.

Demonstre para ele que com o seu trabalho teremos um mundo melhor futuramente, afinal você está contribuindo para a sociedade. E que você, com o seu trabalho, ajuda muitas pessoas a se desenvolverem positivamente.

Você é o melhor exemplo para o seu filho. Honre isso! Mostre que você é uma pessoa muito importante para outras. Esses atos deixarão o seu filho orgulhoso e, com certeza, ele aprenderá a dividir os momentos dele com você e com o mundo! Você já conhece o nosso eBook gratuito? Clique aqui para baixar!


Filhos resilientes: como eu posso ajudar?

Desejamos que os nossos filhos sejam felizes e otimistas, não é mesmo? E além disso que apresentem um ótimo controle emocional e posicionamento!

Estamos falando da Psicologia Positiva e para isso dar certo precisamos colocar em prática o “Diálogo Positivo”! Parece óbvio, mas não é!

Desenvolver filhos resilientes, ou seja, que saibam lidar com problemas, que sejam flexíveis com mudanças, que vençam obstáculos, que superem situações de estresse e que saibam enfrentar desafios pode começar dentro de casa e com o exemplo dos próprios pais.

Quando você consegue superar desafios e encontra estratégias para vencê-los, o seu filho aprende com você; porém, se a sua forma de lidar com os obstáculos é quebrando objetos da própria casa, xingando o chefe ou ameaçando bater em alguém na rua você estará ensinando uma baixa tolerância à frustração.

Explique para o seu filho que existem situações de muito estresse, nervoso e raiva, mas que temos que aprender a nos controlar.

A educação positiva deve começar com um processo de autoconhecimento. É muito importante você observar as suas habilidades e dificuldades antes de tentar novas condutas diferenciadas na educação do seu filho.

Reconheça as suas emoções e se você estiver perto de perder o controle, respire e avise a criança que você está muito nervosa(o), diga que você irá se acalmar e que depois, juntos, vocês vão pensar em uma solução.

Afinal, quando falamos de Psicologia Positiva estamos falando, principalmente, de conexão. Na Psicologia Positiva isso significa aproximar-se da criança de forma empática (colocar-se no lugar do outro), reconhecer os sentimentos delas e somente depois disso propor uma correção do comportamento (mesmo com os pequenininhos isso é possível!). Como fazer isso?

Por exemplo: ao ver o seu filho riscando a parede, aproxime-se dele, abrace-o, retire-o do local e depois diga para ele que a parede não deve ser rabiscada. Ofereça papéis e lápis de cor e mostre que isso deve ser feito em um local adequado. Mostre o local e delimite limites, inclusive delimite regras futuras.

Vocês conseguem perceber que essa forma é muito mais empática do que gritar e bater? Estamos falando de disciplina positiva. Você quer aprender mais? Conheça o nosso treinamento online – Um jeito mais fácil de educar os seus filhos (clique aqui).