Filhos autônomos: como estimular?

Contribuir para que o seu filho seja mais autônomo é diferente de deixá-lo tomar decisões sozinho e fazer as próprias escolhas. É importante que os pais estimulem as crianças a buscarem soluções sozinhas no ambiente. Como fazer isso?

Os pais devem orientar, exemplificar e supervisionar as atividades dos pequenos, o principal está em fazer com que filho explore as diversas situações e supere as suas barreiras.

Dessa forma estará desenvolvendo as funções executivas (habilidades importantíssimas que abarcam: memória, atenção, flexibilidade, planejamento, raciocínio e realização de atividades).

É de extrema relevância que os pais permitam que os filhos se frustrem, pois, é nesse momento que eles irão conseguir superar as dificuldades e encarar o que é incômodo.

Permita que a criança faça escolhas. Por exemplo: dê 2 ou 3 alternativas de roupas e pergunte qual ela quer usar. Se ela se arrepender ajude-a a lidar com a frustração e não critique.

Quando você perceber que o seu filho tem a idade suficiente para determinada atividade NÃO faça por ele. Muitas vezes o seu julgamento poderá impedi-lo de fazer sozinho em momentos posteriores.

Não contrate aulas particulares, por exemplo, para evitar que o seu filho vá mal na escola algum dia. A construção do conhecimento como um todo é muito relevante e ir mal faz parte! Quer saber mais? Baixe o nosso eBook gratuito, clique aqui!


Eu não consigo dizer NÃO!

O sim é, aparentemente, mais cômodo, mas acaba sendo muito prejudicial quando colocado para resolver uma situação de forma mais “fácil”.

O NÃO prepara os nossos filhos para a vida futura e é um engano pensar que quando o seu filho crescer ele irá ouvir somente SIM.

Com os limites estabelecidos pelos pais, as crianças conseguem colocar “NÃOS” na vida delas mesmas, por exemplo, uma criança que consegue compreender limites poderá, no futuro, negar situações que poderão colocá-la em risco.

Quando você disser um NÃO mantenha a palavra (não volte atrás) e seja firme!

A criança irá te testar, pois o objetivo dela é te convencer. Ela também poderá fazer chantagem emocional, porém não esmoreça. Ao passar por essas situações o seu filho irá desenvolver empatia, flexibilidade, dedicação e tolerância: habilidades importantíssimas!

Os bebês com 1 ano de idade já compreendem o NÃO e com 2 anos de idade já conseguem entender as consequências de um NÃO. Portanto, você poderá colocar isso em prática desde cedo, mas qual o limite de dizer NÃO?

Primeiro tenha em mente o que você deseja para o seu dia a dia e para o futuro do seu filho. Sim, todos nós queremos filhos educados, equilibrados e esforçados. De qualquer forma, pensar em traçar esse tipo de plano te deixará menos culpada(o) ao repreendê-lo, mas não se esqueça que não há necessidade de dizer “filho estou dizendo NÃO, mas é para o seu bem, no futuro você vai me agradecer”. Esqueça esse tipo de frase.

O ideal é você explicar e demonstrar o motivo de tal NÃO.

Por exemplo: “filho, nós já tínhamos combinado que não é permitido jogar bola na sala, agora teremos que encerrar a brincadeira... E eu acredito que você não repetirá isso novamente!”. Uma ideia é você deixar as principais regras, escritas em um papel e afixadas em um local visível, para que todos consultem juntos, quando necessário!

Posso dizer SIM? Claro, desde que o pedido da criança seja viável e que você não esteja cedendo à chantagem emocional! Baixe o nosso eBook gratuito, clique aqui!


Filhos bagunceiros

Os pais costumam ficar muito irritados com a bagunça dos pequenos, mas é muito importante e necessário ensinar a como organizar os brinquedos, roupas, mochila da escola, lancheira, etc.

Muitas crianças não gostam do momento de organizar tudo, pois significa que a brincadeira acabou!

Tais comportamentos costumam aparecer desde cedo, por exemplo, por volta dos 2 anos de idade. “Meu filho é tão novinho! Posso pedir para que ele guarde tudo sozinho?”

SIM! É claro que a supervisão de um adulto é sempre necessária e se for o caso você poderá ajudar, mas coloque algumas regras básicas para que a brincadeira acabe com a casa organizada:

1. Estipule regras para a brincadeira. Diga que só poderá ter uma nova brincadeira, após os brinquedos da primeira serem guardados;

2. Separe caixas, baús, estantes baixas, ou seja, espaços acessíveis para que a criança possa organizar, sozinha, os materiais que usou;

3. Ensine e exemplifique quais atitudes você espera do seu filho. Não cobre o que você não ensinou previamente, caso contrário o seu filho poderá se sentir incompetente;

4. Faça combinados prévios, não espere o problema se instalar!;

5. NÃO use “o ato de organizar a casa” como forma de punição ou castigo e também NÃO estabeleça trocas. É importante ensinar que organização não é opcional!

Permita muitas e muitas brincadeiras, mas, sempre, com regras e limites! Quer saber mais? Baixe o nosso eBook gratuito, clique aqui!


Eu tenho que pedir mil vezes…

Sabe aquele momento que você pede para o seu filho escovar os dentes, tomar banho, pentear o cabelo, colocar a roupa adequada e ele nunca quer fazer nada? Pois é, não se sinta só, todas as famílias passam por isso. Como lidar e qual a melhor atitude é sempre a nossa dúvida!

O primeiro passo é revisar a rotina da criança, pois se você tanto pede e ela nada faz pode ser que naquele momento tal atividade não esteja rendendo ou que o drama da criança seja em função do cansaço dela. Proponha uma conversa com a criança, confira o calendário de vocês (aquele que já falamos em outros posts que vocês podem fazer juntos e que ajuda a criança a ter noção de tempo e a esperar) e veja o que pode ser alterado. Quando a criança é ouvida e fornece a sua opinião ela se sente mais motivada a obedecer!

Coloque-se no lugar da criança.

Você gostaria de ouvir que só faz bagunça, que deixa tudo largado e nunca faz nada certo? Pois é, a criança também não gostará de ouvir isso e com certeza não terá motivação alguma para mudar! Risque essa frase do seu vocabulário e peça ajuda da criança para colocarem as coisas em ordem, transforme o momento em algo mais cooperativo.

Converse com o seu filho, explique e exemplifique o que você deseja.

Promova uma parceria entre vocês. Explique os motivos, se necessário mostre imagens, deixe-as fixas em algum mural. Um filho acolhido obedecerá muito mais rápido!

Olhe para você mesma! Isso é fundamental! Responda a seguinte pergunta: eu estou brava por algo que fará bem para a criança (tomar banho, escovar os dentes, etc.) ou porque eu quero tudo do meu jeito e no meu tempo? Em uma casa com 2, 3, 4, 5 ou mais pessoas cada um pensa de um jeito e tem um funcionamento. Respeite.

Promova o diálogo e deixe as discussões diárias de lado!

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O meu filho não entende por qual motivo eu tenho que ir trabalhar!

“O meu filho sempre me pede para eu ficar em casa. Ele não entende por qual motivo eu preciso ir trabalhar! Qual a melhor maneira de conversar sobre o assunto?”

É muito comum explicar para os filhos que o trabalho é necessário para que ele possa ter todas as coisas que gosta.

Por exemplo: comida, roupa, brinquedo e até mesmo as guloseimas. É nessa hora que as crianças costumam comentar: “tudo bem, pode parar de trabalhar, eu não preciso mais dessas coisas todas”.

A frase da criança comove os pais e, muitas vezes, eles ficam sem reação. Como lidar?

É muito importante que essa criança saiba que o motivo do seu trabalho é muito além de dinheiro, é interessante que ela saiba que você gosta do que faz e que há um prazer envolvido nisso.

Encontre um propósito para a sua atuação e transmita esses valores ao seu filho.

Demonstre para ele que com o seu trabalho teremos um mundo melhor futuramente, afinal você está contribuindo para a sociedade. E que você, com o seu trabalho, ajuda muitas pessoas a se desenvolverem positivamente.

Você é o melhor exemplo para o seu filho. Honre isso! Mostre que você é uma pessoa muito importante para outras. Esses atos deixarão o seu filho orgulhoso e, com certeza, ele aprenderá a dividir os momentos dele com você e com o mundo! Você já conhece o nosso eBook gratuito? Clique aqui para baixar!


Filhos resilientes: como eu posso ajudar?

Desejamos que os nossos filhos sejam felizes e otimistas, não é mesmo? E além disso que apresentem um ótimo controle emocional e posicionamento!

Estamos falando da Psicologia Positiva e para isso dar certo precisamos colocar em prática o “Diálogo Positivo”! Parece óbvio, mas não é!

Desenvolver filhos resilientes, ou seja, que saibam lidar com problemas, que sejam flexíveis com mudanças, que vençam obstáculos, que superem situações de estresse e que saibam enfrentar desafios pode começar dentro de casa e com o exemplo dos próprios pais.

Quando você consegue superar desafios e encontra estratégias para vencê-los, o seu filho aprende com você; porém, se a sua forma de lidar com os obstáculos é quebrando objetos da própria casa, xingando o chefe ou ameaçando bater em alguém na rua você estará ensinando uma baixa tolerância à frustração.

Explique para o seu filho que existem situações de muito estresse, nervoso e raiva, mas que temos que aprender a nos controlar.

A educação positiva deve começar com um processo de autoconhecimento. É muito importante você observar as suas habilidades e dificuldades antes de tentar novas condutas diferenciadas na educação do seu filho.

Reconheça as suas emoções e se você estiver perto de perder o controle, respire e avise a criança que você está muito nervosa(o), diga que você irá se acalmar e que depois, juntos, vocês vão pensar em uma solução.

Afinal, quando falamos de Psicologia Positiva estamos falando, principalmente, de conexão. Na Psicologia Positiva isso significa aproximar-se da criança de forma empática (colocar-se no lugar do outro), reconhecer os sentimentos delas e somente depois disso propor uma correção do comportamento (mesmo com os pequenininhos isso é possível!). Como fazer isso?

Por exemplo: ao ver o seu filho riscando a parede, aproxime-se dele, abrace-o, retire-o do local e depois diga para ele que a parede não deve ser rabiscada. Ofereça papéis e lápis de cor e mostre que isso deve ser feito em um local adequado. Mostre o local e delimite limites, inclusive delimite regras futuras.

Vocês conseguem perceber que essa forma é muito mais empática do que gritar e bater? Estamos falando de disciplina positiva. Você quer aprender mais? Conheça o nosso treinamento online – Um jeito mais fácil de educar os seus filhos (clique aqui).


Sobre manias e roer as unhas...

As crianças começam a roer as unhas normalmente por volta dos 3 ou 4 anos de idade, quando já conseguem pular, correr, falar e vivenciar o mundo de diferentes formas, mas quando se sentem mais pressionadas pelas dificuldades enfrentadas no dia a dia elas começam a roem as unhas.

Roer as unhas é um hábito que fornece segurança diante dos obstáculos. Como lidar?

O ideal é não dar bronca ou gritar com a criança ao presenciar o ato. Muitos pais costumam repetir inúmeras vezes a frase: “tira o dedo da boca”. Ao fazer isso, sem perceber, acabamos enaltecendo a situação e não resolvemos o ato.

Nesse momento, a criança pode até continuar roendo as unhas para ter a atenção dos pais, ou seja, ela está insegura e precisa de ajuda! Atenção: não coloque pimenta, esmaltes com gosto, curativos, etc. no dedo da criança. O ideal é mostrar para essa criança que existem dificuldades e obstáculos no dia a dia, mas não há problema algum em não conseguir algumas coisas e que ela tem capacidade para vencer e superar.

O que podemos fazer diante do ato? Tire a mão da boca da criança e dê a mão para ela ou ofereça um brinquedo, proponha uma nova brincadeira ou incentive outras atividades, ou seja, redirecione a atenção dela. Aos poucos ela perderá a necessidade de roer as unhas.

Também não podemos nos esquecer das doenças que poderão ser transmitidas pelo ato de roer as unhas e dos possíveis problemas gastrointestinais (pelas unhas que são engolidas!).

Caso você não tenha nada para oferecer em troca para a criança combine um código com ela para que ela lembre de tirar a mão da boca, por exemplo: colocar a mão no ombro, estalar os dedos ou algo do tipo. Você poderá transformar tudo isso em uma grande brincadeira.

Que tal tentar? Haverá necessidade de persistência e paciência! Com certeza não é fácil!

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Meus filhos querem muita atenção!

Quem nunca tentou conversar com alguém e teve a conversa interrompida várias vezes? Dependendo da situação os filhos querem muita atenção dos pais, mas nem sempre isso é possível (o que não significa falta de amor dos pais!).

A criança precisa aprender a compartilhar a atenção dos pais ou de qualquer adulto que esteja com ela, mas, para isso dar certo, não podemos recusar o contato e deixar que a agressividade entre em ação. Como dar conta?

Ao perceber que a criança está incomodada ou solicitando atenção descreva o comportamento dela.

Por exemplo: “Vejo que você está interrompendo diversas vezes o que eu falo. Você quer fazer uma brincadeira comigo?”. Se der para você sentar com a criança e acolher a situação por um tempinho, ótimo, faça isso.

Se você não puder, acolha a demanda da criança e combine um momento com ela (Cuidado! Lembre-se de cumprir a sua palavra!). Por exemplo: “Agora eu estou conversando, assim que eu terminar essa conversa, vou fazer um café e, em seguida, encontrarei você na sala, pode ser? Enquanto você me espera que tal fazer um desenho ou montar um quebra-cabeça?”.

Faça um combinado viável com a criança e forneça uma atividade para o período de espera. Tenha firmeza e mesmo que a criança “esqueça” o combinado. Retome as suas palavras e faça o que foi prometido.

O importante nesse momento é que os pais não atendam aos desejos da criança na hora. Muitas vezes para facilitar e até mesmo para evitar estresse os pais resolvem e acatam o pedido da criança. O que acontece nesse momento?

A criança percebe que o que ela “pede” (mesmo que não seja algo financeiro) a mãe ou o pai fazem. Isso demonstra que os pais estão obedecendo aos filhos! Sim, nesse momento os papéis se invertem! E isso explica aquelas situações em que você pede que a criança faça algo ou obedeça e ela posterga tal atitude ou te ignora, chora, grita e o ambiente vira uma confusão. Afinal, nesse momento quem está obedecendo são os pais e as crianças pedindo!

Cuidado! Nós, pais, temos dificuldades em dizer NÃO para os pedidos das crianças e tal fato pode deixar a criança acostumada. Perceba se você não está agindo automaticamente, sem perceber e pensar sobre a situação.

Preste atenção e propicie o desenvolvimento da criança colocando os limites para ela. Se você estiver conversando e ela quiser atrapalhar, fale firme e peça para ela esperar. É claro que você precisará dosar quando há necessidade de um pronto atendimento e quando ela precisará esperar. Uma criança que chama muitas vezes e os pais nunca atendem precisa ser acolhida, o foco está no respeito mútuo e não em ignorá-la!

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“Filho, você quer apanhar?”

Qual resposta você almeja ao questionar se o seu filho quer apanhar?

Muitas vezes, utilizamos a ameaça com o objetivo de mudar o comportamento dos nossos filhos, mas nem sempre percebemos que fazemos alguns questionamentos que podem ter um efeito totalmente contrário.

Ao fazer esse tipo de questionamento (e outros também, por exemplo: “Você quer ficar de castigo?”; “Você quer perder o videogame?”; etc.) podemos ter dois tipos de resposta: 1) “Sim, eu quero ficar de castigo” (como forma de provocação). 2) “Não, você será a pior mãe/pai do mundo se me bater” (como forma de chantagem emocional).

Veja que nas duas opções acima estamos tirando a autoridade positiva dos pais e transferindo o poder para o próprio filho, pois ambas respostas provocam os pais e geram embates.

Por qual motivo os pais perguntam se os filhos querem apanhar?

O objetivo dos pais ou educadores é tentar gerar certo “medo e preocupação” para que o tal comportamento ruim daquele momento seja alterado e se alcance um novo e melhor.

Outro problema é que essas frases também estão sobrecarregadas de ameaças e ao ameaçar os nossos filhos geramos neles uma expectativa de que algo irá acontecer e a criança fica na expectativa dessa “coisa” que virá e isso, consequentemente, gera muita ansiedade por parte dos pequenos. Eles ficam no aguardo do que virá, mas, nem sempre a “ameaça chega”.

Para evitar isso faça combinados antes de sair, use os quadros de rotina de estudo e de tarefas, prometa coisas que você saiba que são possíveis cumprir, coloque regras e limites claros e cumpra-os. Repare em você mesma e tente alterar o seu discurso, ou seja, quando possível: aja, não ameace.

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Geração Wi-Fi: crianças e tecnologia

Atualmente, sabemos que a melhor forma de acalmar as crianças é “ligando uma Wi-Fi”. Quantas crianças não vemos quietinhas na frente de uma tela nos restaurantes, lojas, museus, etc.? A tecnologia pode ser fácil e cômoda, mas não podemos usar somente essa técnica!

Uma criança que passa muito tempo conectada pode apresentar comportamentos de isolamento social, pois a tela passa a ser muito mais fácil de lidar quando comparada aos amigos. Além de oferecer uma infinidade de possibilidades! Durante as refeições as crianças ficam fascinadas na tela e mal participam de uma possível conversa com os familiares, para além não prestam atenção na alimentação e podem acabar consumindo uma menor quantidade de alimentos saudáveis.

O risco está quando os pais ou educadores acabam usando a tecnologia para distrair a criança ao invés de orientá-la. É importante mostrar para a criança que ela deve aprender a esperar a vez, ter calma e ficar quietinha quando necessário. Ao oferecer a Wi-Fi as crianças não aprendem a lidar com desafios, situações novas e que nem sempre são prazerosas.

A exposição a conteúdos violentos pode alterar a conduta da criança, deixando-a mais agressiva. O uso excessivo também pode diminuir a concentração e a memória das crianças em função da velocidade dos conteúdos.

Estamos totalmente imersos na era digital, nós, pais, não conseguimos largar as redes sociais e as famosas séries, além do celular e as várias mensagens por dia. Assim sendo, a nossa tendência acaba sendo usar o tablet, por exemplo, para apaziguar as crianças quando necessitamos.

É prejudicial para as crianças?

É claro que a tecnologia é muito boa, nos dá muitas possibilidades, mas os estudos apontam que é prejudicial, principalmente para as crianças até os 2 anos de idade. Nessa faixa etária as crianças precisam descobrir o mundo através do tato, olfato, visão, audição e paladar. É esperado que ela caminhe por todos os lugares, descubra todos os buracos, veja cores e sinta diferentes cheiros.

Sabemos que existem muitos aplicativos educativos e interessantes, mas esses recursos são estáticos e através de uma tela, eles não permitem que a criança vivencie diferentes realidades. Através deles as crianças recebem muitas informações o que gera muita adrenalina e ansiedade, a vontade é de sempre ver mais e mais. É sempre “só mais um”, ou seja, gera uma dependência e isso faz com que a criança pequena não aprenda a brincar. Parece óbvio, mas para retirar o uso elevado de eletrônicos há necessidade de apresentar e ensinar brincadeiras para a criança. Brincadeiras como: blocos de montar (Lego), bonecas, carrinhos, massinha, jogos de tabuleiro, são muito interessantes. É importante que uma criança pequena saiba interagir no mundo de forma natural, ela precisa experienciar situações reais.

O tempo está passando e as crianças estão cada vez mais distantes de todos. Precisamos fazer as crianças descobrirem a possibilidade de um mundo sem eletrônicos. Para isso, necessitamos, primeiramente, sair dos nossos mundos virtuais para nos aproximarmos dos pequenos com brincadeiras mais simples e básicas para os momentos de alimentação, família, etc.

É claro que ela poderá ver filmes, mas podemos sentar junto com a criança para irmos diminuindo o hábito aos poucos e tamanha ansiedade. Tente reduzir a uma hora por dia. Faça um combinado com ela e mantenha firmemente. Use relógios para indicar o tempo adequado e combinado!

Afinal, quando eu posso dar um celular para o meu filho?

Quando você notar maturidade para um uso restrito, afinal o problema não é a tecnologia e, sim, como e quando ela é usada. Estabeleça limites e monitore! Não se esqueça que monitorar não é fuçar. Ao oferecer a tecnologia para o filho será difícil você ter acesso a tudo que ele faz, por isso que o ideal é avaliar a maturidade para tal uso!

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