Sobre manias e roer as unhas...

As crianças começam a roer as unhas normalmente por volta dos 3 ou 4 anos de idade, quando já conseguem pular, correr, falar e vivenciar o mundo de diferentes formas, mas quando se sentem mais pressionadas pelas dificuldades enfrentadas no dia a dia elas começam a roem as unhas.

Roer as unhas é um hábito que fornece segurança diante dos obstáculos. Como lidar?

O ideal é não dar bronca ou gritar com a criança ao presenciar o ato. Muitos pais costumam repetir inúmeras vezes a frase: “tira o dedo da boca”. Ao fazer isso, sem perceber, acabamos enaltecendo a situação e não resolvemos o ato.

Nesse momento, a criança pode até continuar roendo as unhas para ter a atenção dos pais, ou seja, ela está insegura e precisa de ajuda! Atenção: não coloque pimenta, esmaltes com gosto, curativos, etc. no dedo da criança. O ideal é mostrar para essa criança que existem dificuldades e obstáculos no dia a dia, mas não há problema algum em não conseguir algumas coisas e que ela tem capacidade para vencer e superar.

O que podemos fazer diante do ato? Tire a mão da boca da criança e dê a mão para ela ou ofereça um brinquedo, proponha uma nova brincadeira ou incentive outras atividades, ou seja, redirecione a atenção dela. Aos poucos ela perderá a necessidade de roer as unhas.

Também não podemos nos esquecer das doenças que poderão ser transmitidas pelo ato de roer as unhas e dos possíveis problemas gastrointestinais (pelas unhas que são engolidas!).

Caso você não tenha nada para oferecer em troca para a criança combine um código com ela para que ela lembre de tirar a mão da boca, por exemplo: colocar a mão no ombro, estalar os dedos ou algo do tipo. Você poderá transformar tudo isso em uma grande brincadeira.

Que tal tentar? Haverá necessidade de persistência e paciência! Com certeza não é fácil!

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Meus filhos querem muita atenção!

Quem nunca tentou conversar com alguém e teve a conversa interrompida várias vezes? Dependendo da situação os filhos querem muita atenção dos pais, mas nem sempre isso é possível (o que não significa falta de amor dos pais!).

A criança precisa aprender a compartilhar a atenção dos pais ou de qualquer adulto que esteja com ela, mas, para isso dar certo, não podemos recusar o contato e deixar que a agressividade entre em ação. Como dar conta?

Ao perceber que a criança está incomodada ou solicitando atenção descreva o comportamento dela.

Por exemplo: “Vejo que você está interrompendo diversas vezes o que eu falo. Você quer fazer uma brincadeira comigo?”. Se der para você sentar com a criança e acolher a situação por um tempinho, ótimo, faça isso.

Se você não puder, acolha a demanda da criança e combine um momento com ela (Cuidado! Lembre-se de cumprir a sua palavra!). Por exemplo: “Agora eu estou conversando, assim que eu terminar essa conversa, vou fazer um café e, em seguida, encontrarei você na sala, pode ser? Enquanto você me espera que tal fazer um desenho ou montar um quebra-cabeça?”.

Faça um combinado viável com a criança e forneça uma atividade para o período de espera. Tenha firmeza e mesmo que a criança “esqueça” o combinado. Retome as suas palavras e faça o que foi prometido.

O importante nesse momento é que os pais não atendam aos desejos da criança na hora. Muitas vezes para facilitar e até mesmo para evitar estresse os pais resolvem e acatam o pedido da criança. O que acontece nesse momento?

A criança percebe que o que ela “pede” (mesmo que não seja algo financeiro) a mãe ou o pai fazem. Isso demonstra que os pais estão obedecendo aos filhos! Sim, nesse momento os papéis se invertem! E isso explica aquelas situações em que você pede que a criança faça algo ou obedeça e ela posterga tal atitude ou te ignora, chora, grita e o ambiente vira uma confusão. Afinal, nesse momento quem está obedecendo são os pais e as crianças pedindo!

Cuidado! Nós, pais, temos dificuldades em dizer NÃO para os pedidos das crianças e tal fato pode deixar a criança acostumada. Perceba se você não está agindo automaticamente, sem perceber e pensar sobre a situação.

Preste atenção e propicie o desenvolvimento da criança colocando os limites para ela. Se você estiver conversando e ela quiser atrapalhar, fale firme e peça para ela esperar. É claro que você precisará dosar quando há necessidade de um pronto atendimento e quando ela precisará esperar. Uma criança que chama muitas vezes e os pais nunca atendem precisa ser acolhida, o foco está no respeito mútuo e não em ignorá-la!

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“Filho, você quer apanhar?”

Qual resposta você almeja ao questionar se o seu filho quer apanhar?

Muitas vezes, utilizamos a ameaça com o objetivo de mudar o comportamento dos nossos filhos, mas nem sempre percebemos que fazemos alguns questionamentos que podem ter um efeito totalmente contrário.

Ao fazer esse tipo de questionamento (e outros também, por exemplo: “Você quer ficar de castigo?”; “Você quer perder o videogame?”; etc.) podemos ter dois tipos de resposta: 1) “Sim, eu quero ficar de castigo” (como forma de provocação). 2) “Não, você será a pior mãe/pai do mundo se me bater” (como forma de chantagem emocional).

Veja que nas duas opções acima estamos tirando a autoridade positiva dos pais e transferindo o poder para o próprio filho, pois ambas respostas provocam os pais e geram embates.

Por qual motivo os pais perguntam se os filhos querem apanhar?

O objetivo dos pais ou educadores é tentar gerar certo “medo e preocupação” para que o tal comportamento ruim daquele momento seja alterado e se alcance um novo e melhor.

Outro problema é que essas frases também estão sobrecarregadas de ameaças e ao ameaçar os nossos filhos geramos neles uma expectativa de que algo irá acontecer e a criança fica na expectativa dessa “coisa” que virá e isso, consequentemente, gera muita ansiedade por parte dos pequenos. Eles ficam no aguardo do que virá, mas, nem sempre a “ameaça chega”.

Para evitar isso faça combinados antes de sair, use os quadros de rotina de estudo e de tarefas, prometa coisas que você saiba que são possíveis cumprir, coloque regras e limites claros e cumpra-os. Repare em você mesma e tente alterar o seu discurso, ou seja, quando possível: aja, não ameace.

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Geração Wi-Fi: crianças e tecnologia

Atualmente, sabemos que a melhor forma de acalmar as crianças é “ligando uma Wi-Fi”. Quantas crianças não vemos quietinhas na frente de uma tela nos restaurantes, lojas, museus, etc.? A tecnologia pode ser fácil e cômoda, mas não podemos usar somente essa técnica!

Uma criança que passa muito tempo conectada pode apresentar comportamentos de isolamento social, pois a tela passa a ser muito mais fácil de lidar quando comparada aos amigos. Além de oferecer uma infinidade de possibilidades! Durante as refeições as crianças ficam fascinadas na tela e mal participam de uma possível conversa com os familiares, para além não prestam atenção na alimentação e podem acabar consumindo uma menor quantidade de alimentos saudáveis.

O risco está quando os pais ou educadores acabam usando a tecnologia para distrair a criança ao invés de orientá-la. É importante mostrar para a criança que ela deve aprender a esperar a vez, ter calma e ficar quietinha quando necessário. Ao oferecer a Wi-Fi as crianças não aprendem a lidar com desafios, situações novas e que nem sempre são prazerosas.

A exposição a conteúdos violentos pode alterar a conduta da criança, deixando-a mais agressiva. O uso excessivo também pode diminuir a concentração e a memória das crianças em função da velocidade dos conteúdos.

Estamos totalmente imersos na era digital, nós, pais, não conseguimos largar as redes sociais e as famosas séries, além do celular e as várias mensagens por dia. Assim sendo, a nossa tendência acaba sendo usar o tablet, por exemplo, para apaziguar as crianças quando necessitamos.

É prejudicial para as crianças?

É claro que a tecnologia é muito boa, nos dá muitas possibilidades, mas os estudos apontam que é prejudicial, principalmente para as crianças até os 2 anos de idade. Nessa faixa etária as crianças precisam descobrir o mundo através do tato, olfato, visão, audição e paladar. É esperado que ela caminhe por todos os lugares, descubra todos os buracos, veja cores e sinta diferentes cheiros.

Sabemos que existem muitos aplicativos educativos e interessantes, mas esses recursos são estáticos e através de uma tela, eles não permitem que a criança vivencie diferentes realidades. Através deles as crianças recebem muitas informações o que gera muita adrenalina e ansiedade, a vontade é de sempre ver mais e mais. É sempre “só mais um”, ou seja, gera uma dependência e isso faz com que a criança pequena não aprenda a brincar. Parece óbvio, mas para retirar o uso elevado de eletrônicos há necessidade de apresentar e ensinar brincadeiras para a criança. Brincadeiras como: blocos de montar (Lego), bonecas, carrinhos, massinha, jogos de tabuleiro, são muito interessantes. É importante que uma criança pequena saiba interagir no mundo de forma natural, ela precisa experienciar situações reais.

O tempo está passando e as crianças estão cada vez mais distantes de todos. Precisamos fazer as crianças descobrirem a possibilidade de um mundo sem eletrônicos. Para isso, necessitamos, primeiramente, sair dos nossos mundos virtuais para nos aproximarmos dos pequenos com brincadeiras mais simples e básicas para os momentos de alimentação, família, etc.

É claro que ela poderá ver filmes, mas podemos sentar junto com a criança para irmos diminuindo o hábito aos poucos e tamanha ansiedade. Tente reduzir a uma hora por dia. Faça um combinado com ela e mantenha firmemente. Use relógios para indicar o tempo adequado e combinado!

Afinal, quando eu posso dar um celular para o meu filho?

Quando você notar maturidade para um uso restrito, afinal o problema não é a tecnologia e, sim, como e quando ela é usada. Estabeleça limites e monitore! Não se esqueça que monitorar não é fuçar. Ao oferecer a tecnologia para o filho será difícil você ter acesso a tudo que ele faz, por isso que o ideal é avaliar a maturidade para tal uso!

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Filhos adolescentes: como lidar?

A principal pergunta dos pais é: devo vigiar o meu filho? Ele já cresceu, então eu já “acabei” de educar? Alguns pais fuçam gavetas, outros olham mochilas, mas também têm aqueles que querem ler todas as conversas de WhatsApp. O importante é estabelecer uma parceria com os adolescentes, mas como? Conversando e estando próximo oferecendo suporte e não vigiando e apontando o dedo.

A tendência é apontar as fraquezas, mostrar o que deve ser melhorado, mas devemos ressaltar o que é positivo. A adolescência é uma fase de muita oscilação com muitos hormônios em ação, além da necessidade de identidade grupal. Nessa fase a garotada busca grupos parecidos e com objetivos comuns. Eles desejam aceitação! Por isso a importância dos pais estarem próximos, oferecendo suporte e não apenas criticando. O cabelo é o ponto fraco do seu filho? A roupa? O corpo? Ajude-o e oriente-o.

Sobre os celulares os pais sempre comentam que há um uso excessivo, mas nós também estamos sempre pendurados no celular, não? Investigar conversas não é uma boa solução, faça combinados e peça, com carinho e atenção (muitas vezes o problema está na forma do pedido, uma ordem muito ríspida não tem efeito!), que o uso seja limitado a algumas situações e locais. Por exemplo: “podemos combinar que no restaurante ou no jantar de família você participará da conversa sem o celular em mãos”?

Os filhos crescem e, muitas vezes, ficam maiores que os próprios pais com apenas 12 ou 13 anos de idade! As meninas, ainda novas, ganham liberdade quando dizem ser independentes e os meninos encontram o poder na voz grossa ou até mesmo na barba! A nossa tendência é encará-los como homens e mulheres maduros e formados, mas em diversos momentos há muita imaturidade, sonhos e idealizações e os pais e/ou cuidadores são as melhores pessoas para dar base e respaldo!

Muitos pais questionam como educar os filhos adolescentes. A frase “eles não me escutam, não me obedecem, não sei mais o que fazer!” é clássica!

É um desafio? Claro, com certeza!

Cada um é cada um, cada casa tem um funcionamento e os adolescentes, na maioria das vezes, testam os pais assim como as crianças pequenas e até mesmo os bebês fazem com os cuidadores. Os bebês testam os pais quando choram, por exemplo, pela mamadeira e as crianças mais velhas testam os pais pedindo determinado brinquedo fora de hora no meio do shopping... E agora? Ao entrar na adolescência tudo isso acaba? Não! Ele continuará testando, tentando, desejando, porém, nesse momento, temos um algo a mais, ou seja, essa criança cresceu e está adentrando numa fase de descobertas.

Eles necessitam ser aceitos, eles buscam e testam qual o melhor grupo, por isso a cada hora pretendem usar um determinado estilo de roupa e alternam o seu estilo musical! Eles estão buscando identidade! E isso, geralmente, ocorre com os amigos, eles precisam desse espaço fora de casa para desenvolver outras habilidades, entre elas, a maturidade. Cuidado! Isso não quer dizer que você os deixará “livres para voar”! Vocês precisam supervisionar e, o principal, ouvir esses adolescentes.

Fique ligado se o adolescente estiver contestando muito e mandando na casa, isso significa que você não deixou claro as regras e limites. Eles precisam disso, é a continuação da infância, assim como os pequenos eles também precisam de atenção e dedicação. Os pais falham quando julgam que os filhos já cresceram e precisam aprender sozinhos, mas não é bem assim!!!

Não julgue, não aponte as falhas, tente entender o que está acontecendo, sente para conversar. Se você logo apontar os defeitos eles não terão a segurança para abrir o coração... Eles precisam de intimidade, gostam de portas fechadas e de som alto, é normal, é uma fase, terá picos altos, mas se normalizará. Lembre-se que alguns assuntos são necessários e você não poderá ter vergonha de abordá-los, fale, principalmente sobre sexo, opção sexual, drogas, festas e amigos.

Os pais se sentem ameaçados, pois, muitas vezes, percebem que os filhos têm novas opiniões e sabem algo além deles; bom, aproveite esse momento para conhecer novos pontos de vista, busquem juntos sobre o assunto e, principalmente, respeite os temperamentos e as ideias diferentes!

Permita-se conhecer o mundo deles, você não irá se arrepender e fará um bem danado (só não se esqueça que não há necessidade de mini saia para fazer parte da turma da sua filha ou fumar maconha para ser amigo do seu filho). Muito, mas muito diálogo positivo, sempre!

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Os argumentos dos filhos

Sabe quando você fala algo e o seu filho retruca? Depois você comenta outra coisa e ele responde novamente? Tem horas que ficamos enlouquecidos com tantas perguntas, comentários e com a força dos argumentos, inclusive os de crianças tão “pequenininhas”! São nessas situações e, com esses longos argumentos, que as crianças expressam a opinião e visão delas e também elaboram novas perspectivas do mundo ao seu redor. O problema é quando a criança usa o argumento para convencer o adulto.

Quando os pais estão nervosos ou pensando em atuar de forma mais ríspida, as crianças parecem provocar dizendo que “não ligam”, “não estão nem aí” e que “não se importam com nada”. É nesse momento que os pais acabam gritando, batendo ou deixando de castigo e as crianças continuam com as suas justificativas e argumentos... É nessa hora que alguns argumentos convencem os pais e o filho acaba vencendo o adulto, ou seja, muitas vezes é a tal criança que consegue o que deseja!

E agora? Como lidar?

Quando o seu filho tentar impor desejos, peça para ele contribuir com algum comentário positivo ou com alguma opinião dele e não, necessariamente, com pedidos. Para isso dar certo os pais precisam revisar a conduta do grito, tapas e castigo, pois se permanecerem nesse ciclo poderão perder a razão. Tente implementar as consequências dos atos, e permita que a criança aprenda junto com os pais, expondo e dialogando sobre as suas necessidades!

Como atuar na medida certa?

Os pais ficam muito preocupados em dosar as regras e limites e desejam saber qual é a medida certa. Aqui listamos alguns itens para você refletir sobre a sua dinâmica familiar.

O primeiro passo é que o seu pedido deve fazer sentido, ou seja, temos que ser coerentes. A coerência transmite responsabilidade e mostra a nossa autoridade de forma positiva. Por exemplo, reflita sobre: “qual é a sua moral se você pede para a criança parar de gritar, gritando?”.

Posteriormente, dê regras claras e concretas. Deixe claro o que você deseja. Ao invés de dizer: “comporte-se bem” diga: “fique sentado até terminar de fazer a lição de casa”.

Por fim, mostre que todo comportamento pode ter uma consequência positiva ou negativa. Por exemplo: “quando você terminar os seus deveres, poderá jogar bola”.

Evite os sermões, eles nem sempre têm efeito. Seja firme!

Uma dica: não esqueça de reconhecer o esforço do seu filho. Isso é muito importante!

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O perigo dos rótulos!

Você sabia que os rótulos descrevem o filho e não o comportamento dele? Os rótulos podem ser positivos e negativos, veja alguns exemplos:

Exemplo 1 – Rótulo positivo:

Sabe quando você adora dizer para as suas amigas, na presença do seu filho, que ele é mega inteligente e nem precisa estudar antes das provas? Sim, ele pode ser super inteligente e achamos isso ótimo, mas entendam que ao falar isso ele poderá deixar de estudar apenas por achar que sempre dará conta de tudo.

Os filhos, muitas vezes, absorvem tais comentários como verdades absolutas e ficam confusos sobre os seus potenciais. O interessante seria dizer: “eu admiro os seus cadernos sempre completos e a sua dedicação”.

Exemplo 2 – Rótulo negativo:

Sabe quando o seu filho vai mal na prova e você logo diz: “tá vendo, eu avisei, você nem estudou, tirou essa nota péssima, não vai ser ninguém na vida!”. Pois é... O ideal é que você entenda os motivos da tal nota baixa ao invés de pronunciar essas palavras!

Nesse caso, por exemplo, vá até a escola ou olhe a prova e observe: ele deixou exercícios em branco, fez todos pela metade, não fez quase nada na prova, deu branco, errou coisas mais primárias (como contas básicas ou trocas de sinais), o que de fato aconteceu no momento e na avaliação?

Tomar essa atitude faz com que todos, inclusive o seu filho, identifique os erros e entenda o que aconteceu no momento. Na próxima prova ele ficará mais seguro!

No momento em que utilizamos alguns rótulos (sejam positivos ou negativos), por exemplo: “você é muito agressivo, falante, fraco, chato, etc.” ou “você é super certinho, correto, meigo, estudioso, incrível, etc.”.

O filho acaba “aceitando essa ideia” e passa a apresentar novos comportamentos a partir de tais rótulos. Ele acaba adotando esses nomes para si e até comenta com os outros “olha, eu sou muito falante e agressivo, você sabia? Minha mãe/pai que me disse!”.

Por fim, ao invés de rotular, descreva o comportamento do próprio filho para ele aprender a se perceber.

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Birra infantil: e agora?

Crianças pequenas ainda não têm maturidade para lidar com determinadas situações e frustrações. Nem sempre os nossos pequenos sabem expressar o que sentem, por isso que a birra vem carregada de gritos, choros, chutes, etc. Na verdade eles estão tentando se comunicar e testando os limites, muitas vezes dos próprios pais, para descobrir onde conseguem chegar!

Entre os 2 e 4 anos de idade a birra é mais comum, porém a partir dos 6 anos de idade é esperado que a criança já saiba se comunicar e se expressar e não aja mais dessa forma.

Muitas vezes a criança insiste em gritar e chorar porque ela percebe que os pais estão “entrando” no jogo dela e, assim sendo, podemos considerar um jogo de paciência para ver quem vai ceder primeiro.

Diante de uma cena de birra, os pais precisam manter a calma, olhar nos olhos da criança e dizer que com tanto choro e grito não dá para compreender o que ela sente e deseja. Entenda e nomeie para ela as emoções dela.

O ideal é interromper o ocorrido e voltar para casa, pois é uma forma da criança se acalmar e perceber que a birra não comunicou nada, além de acabar com o passeio, o qual poderia ser prazeroso.

Não utilize discursos moralistas, por exemplo: “olhe quantos brinquedos você tem e ainda quer mais... existem crianças sem brinquedos!”. Não é deixando a criança culpada que ela irá aprender a mudar o comportamento.

Não tente resolver a situação gritando mais alto que o seu filho! Algumas crianças jogam brinquedos nas paredes e gritam e os pais acabam querendo gritar mais ainda ou ameaçam quebrar o brinquedo para a criança parar. Seja o modelo, introduza o diálogo e aplique as consequências.

Não castigue ou utilize violência física ou verbal. Ajude a criança a olhar para si mesma e para o próximo percebendo o que tal atitude causou e como ela pode reparar isso.

Algumas crianças argumentam com frases, por exemplo: “os pais do meu amigo são bem mais legais, deixam ele fazer/ter isso”. Essa frase pode soar muito mal e provocar os pais, apenas diga que você se preocupa com o seu filho e quer o melhor dele e, para isso, regras e limites são necessários!

Veja nesse ebook gratuito mais dicas sobre como lidar com esse tema tão comum na vida dos pais.


Limites são necessários!

Colocar limites significa mudar de postura e quando os pais e/ou educadores mudam de atitude as crianças acabam agindo com mais teimosia, pois acabam saindo de um padrão cômodo.
 A criança vai tentar testar os pais, diversas vezes, até ela observar que mesmo com tamanha birra ela não vai conseguir o que ela deseja e que ela precisará mudar de comportamento.

Então, seja claro e objetivo, não dê tantas explicações para não perder a razão! Quando os pais dão vários avisos ou chances, mas não agem as crianças entendem que os pais estão em “modo automático” e que nada irá acontecer com elas.

A punição física (bater na criança) acaba gerando resistência, ou seja, a criança acaba aprendendo a aguentar e acaba repetindo, novamente, o comportamento que gostaríamos que ela evitasse. Os pais acabam explodindo com a atitude da criança, ficam com remorso e depois acabam pedindo desculpas. Essa atitude deixa a criança muito confusa e enfraquece a autoridade dos cuidadores. Algumas crianças até querem revidar a agressividade que receberam!

O ideal é se aproximar dos filhos, com autoridade, mas sem bater. Como fazer isso? Tirar os brinquedos e o que ele gosta?

Não! Isso vira um castigo e já comentamos sobre a importância de não castigar e, sim, aplicar as consequências. Quando os pais oferecem algo material ou comida em troca de um bom comportamento, as crianças começam a agir sem pensar, ou seja, elas alcançam o comportamento desejado somente para conquistarem o bem material (ou o chocolate!), sem refletir sobre as suas próprias atitudes.

O que você pode fazer é oferecer um passeio, um momento junto, uma experiência subjetiva e não algo material como, por exemplo, brinquedos, mesadas e doces. Aproveite para elogiar atitudes e não a criança, por exemplo: “parabéns, eu vi que você se esforçou muito para fazer a lição de casa”; “que bom que você comeu tudo, isso será ótimo para a sua saúde”.

Quando a criança percebe que tem coisas boas após os limites, ela começa a obedecer aos pais e fazer os deveres na hora em que são solicitadas e, futuramente, usufrui de consequências positivas.

Leia esse ebook gratuito para aprender mais sobre o assunto.


A palmada de antigamente ainda funciona?

É só uma palmadinha!

A punição física (bater na criança) acaba gerando resistência, ou seja, a criança acaba aprendendo a aguentar e acaba repetindo, novamente, o comportamento que gostaríamos que ela evitasse. Para além, gera muita culpa e arrependimento por parte dos pais.

Eles acabam explodindo com a atitude da criança, ficam com remorso e depois acabam pedindo desculpas. Essa atitude deixa a criança muito confusa e enfraquece a autoridade dos cuidadores.

No passado a palmada resolvia por ser uma época diferente, nós não questionávamos os nossos pais, não tínhamos acesso a tantas informações e com pouco diálogo acabávamos nos calando diante do ocorrido.

Hoje em dia, as crianças foram estimuladas a se expressar de outra maneira (acredite, o formato de hoje é muito mais saudável!), elas aprenderam que é possível questionar e compreender como as coisas funcionam!

A criança, atualmente, não aceita apanhar, ela fica revoltada, algumas até querem revidar (imagine a tensão familiar nesse momento e o quanto os pais necessitariam vencer!).

Assim sendo, não bata no seu filho, ao longo prazo isso irá gerar insegurança e distanciamento dos próprios pais.

Aqui tem um eBook ilustrado, prático e gratuito, sobre situações onde o filho não obedece.

 

Como lidar?

O ideal é se aproximar dos filhos, com autoridade, mas sem bater. Como fazer isso? Tirar os brinquedos e o que ele gosta? Não! Isso vira um castigo e o importante é aplicar as consequências. Introduza o diálogo e aplique as consequências (veja o nosso texto: Castigar ou aplicar consequências? Qual a melhor opção?).

Premiar significa dar algo quando a criança apresenta determinada atitude positiva. Quando os pais oferecem algo material ou comida em troca de um bom comportamento, as crianças começam a agir sem pensar, ou seja, elas alcançam o comportamento desejado somente para conquistarem o bem material (ou o chocolate!), sem refletir sobre as suas próprias atitudes.

Algumas crianças até se oferecem para atitudes extremas (lavar toda a louça, lavar a roupa, limpar a casa, etc.) visando o “presente” ou até mesmo a mesada/dinheiro.

 

E agora? Eu sempre entendi que seria legal “dar algo em troca” de um bom comportamento!

O que você pode fazer é oferecer um passeio, um momento junto, uma experiência subjetiva e não algo material como, por exemplo, brinquedos, mesadas e doces. O ideal é você elogiar atitudes e não a criança, por exemplo:
“parabéns, eu vi que você se esforçou muito para fazer a lição de casa”;
“que bom que você comeu tudo, isso será ótimo para a sua saúde e crescimento”.

Reconheça o esforço da criança, posteriormente você poderá premiar o comportamento com atividades que ela goste, como, por exemplo: ir na casa do vizinho após fazer a lição de casa, jogar bola no prédio após as obrigações básicas, jogar videogame, etc.

Quando ela percebe que tem coisas boas após os limites, ela começa a obedecer aos pais e fazer os deveres na hora em que são solicitados e, futuramente, usufrui de consequências positivas.