A importância da rotina

Uma rotina bem estabelecida acalma as crianças!

Criar uma rotina para o seu filho é importante para a organização diária da casa, dos pais, mas também para evitar estresse infantil. Quando estabelecemos uma rotina a criança visualiza o que está por vir e fica mais tranquila em relação ao que fará naquele dia.

A rotina organiza o pensamento da criança, ela passa a ter mais segurança nos próprios afazeres.

É importante que a rotina não seja muito sobrecarregada com atividades além da escola, pois, atualmente, as escolas demandam muito tempo do aluno com lições de casa, trabalhos e provas. É claro que há tempo para o ballet, futebol, aulas de línguas, etc., mas pondere a quantidade de atividades para que ela também tenha tempo livre para brincar.

Para além, cuidado com os horários apertados e a correria, é importante fazer tudo com calma e paciência!

Como criar uma rotina saudável?

Faça um quadro com a rotina da criança e deixe em algum lugar visível para todos (aproveite o momento e crie com ela: faça em cartolina ou papelão, cole desenhos ou faça os próprios, decore e etc.). É importante que ela acompanhe e se aproprie disso! Marque as atividades dela e horários. Isso pode ajudar a desenvolver um filho obediente, como abordado neste ebook ilustrado, prático e gratuito.

Cumpra a rotina seriamente, se houver algum imprevisto, sem problemas, tente resolver isso antes de entrar em contato com a criança, posteriormente comunique o ocorrido e a solução que você deu para o caso. Se você for assertiva (ou seja, passar segurança na fala) ela irá entender a mudança de plano!

Deixe a lancheira e a mochila prontas no dia anterior (é claro que se a comida for perecível deixe a lancheira na geladeira e retire pela manhã!), se for o caso, peça para a criança te ajudar a preparar. Também deixe o uniforme ou a roupa do dia seguinte (para as escolas que não possuem uniforme) separados um dia antes.

Deixe, pelo menos, um momento de lazer e/ou brincadeira livre uma vez por dia. Estipule um horário fixo para a lição de casa, almoço, jantar, higiene pessoal (tomar banho, escovar os dentes, etc.) e dormir. Deixe um relógio grande e visível e mostre para a criança quando chegar o determinado horário da atividade. Uma boa rotina resultará em crianças responsáveis e confiantes!


Educar não combina com gritar!

Estabelecendo uma comunicação saudável

Vamos pensar sobre qual é a melhor forma de comunicação dentro da sua casa. Primeiramente, não há necessidade de gritar para ser compreendido! O grito, geralmente, surge carregado de ordens e a primeira reação da criança é o susto.

O grito dos pais acaba paralisando a criança e ela interrompe o que está fazendo por medo de uma atitude mais drástica, como, por exemplo, apanhar. Isso não significa que elas compreenderam o real motivo de tal grito!

As crianças entendem que o grito é um alerta, ou seja, a hora de fazer alguma coisa. Nesse sentido, os pais sempre gritam para que a criança obedeça, mas o berro não é eficiente. Sem perceber, com essa atitude, você acaba ensinando controle e autoritarismo.

Se o grito é incentivado em casa a criança aprende que é com gritaria que as pessoas resolvem os seus problemas e atingem as suas metas. Ela passa a gritar com os amigos e professores e, em alguns casos, querem gritar mais alto com os próprios pais!

Neste ebook ilustrado, prático e gratuito é possível verificar situações comuns em que o filho é desobediente e como se comunicar melhor.

Se necessário, peça ajuda!

Outro alerta é para a alteração de humor durante e após a gritaria, pois os pais se culpam pelo ocorrido e, logo em seguida, acabam se desculpando. O ciclo “culpa e desculpa” não é muito sadio (não estamos dizendo que pedir desculpas para o seu filho é ruim, mas nesse caso, em específico, seguido de um grito, não é indicado!).

O melhor a se fazer é dizer para a criança que você está muito cansada(o) ou estressada(o) e solicitar que ela te ajude a estabelecer uma conversa com respeito.

Abaixe, fique no nível da criança e fale com um tom de voz natural, dê a ordem e peça a ajuda dela. Comunique de uma maneira não ameaçadora! Será mais efetivo. Pode ser mais demorado, mas o diálogo ainda é o melhor caminho para se aproximar e educar as crianças!


Castigar ou aplicar consequências? Qual a melhor opção?

Castigo

Uma forma dos pais tentarem impor limites é através do castigo, porém nem sempre ele funciona e os pais acabam ficando desesperados! Por qual motivo o castigo não funciona? Castigar é tirar algo que a criança “gosta”, por exemplo: brinquedos preferidos, celulares, tablet, etc.

Quando os pais chegam ao ponto de castigar, muitas vezes, eles estão nervosos, com raiva e muito estressados. A conduta com a criança acaba sendo agressiva e, em muitos momentos, acontecem várias vezes seguidas, ou seja, cada vez tiram mais brinquedos.

A criança vai “perdendo” os seus pertences, mas acaba usando outros itens para se distrair... até o ponto em que os pais ameaçam que “vão tirar tudo”, diante desse cenário várias crianças até dizem “podem tirar, eu não ligo”!

Nesse momento se inicia uma guerra familiar, um jogo de forças e poder, mas, na maioria das vezes, ninguém sai ganhando! No término do castigo (que nem sempre dura o tempo estipulado!) as crianças estão mais irritadas ou revoltadas e não aprenderam NADA sobre o seu comportamento e a possível mudança dele! Como lidar?

Antes de pensar "meu filho não me obedece", experimente praticar as dicas deste ebook ilustrado, fácil de ler e gratuito.

 

O que significa aplicar as consequências da ação?

É fazer com que as crianças vivenciem o resultado de suas próprias ações. O objetivo é que a criança entenda que toda atitude gera uma reação. Ao invés dos pais aplicarem o castigo, nervosos com a situação, eles podem, calmamente, mostrar para a criança o que ela fez e solicitarem um reparo.

Por exemplo: se a criança bateu no irmão, os pais podem mostrar para a criança que ela não parece estar feliz com a brincadeira e que precisa parar de brincar, pois bateu no irmão e/ou dizer que é ela quem vai cuidar do irmão machucado.

Quando a criança nota o resultado da sua própria ação ela se torna uma criança mais consciente dos seus atos, gera responsabilidade e, futuramente, autonomia. É importante que os pais façam isso sempre, com certa autoridade e regularidade.

Não intercale castigos com consequências, desta forma não terá eficiência. As consequências também não podem ser sempre as mesmas, dependerá de cada situação, caso contrário, virará um castigo! É a melhor forma da criança notar as emoções, vontades e limites do outro.


O desafio de impor limites!

Seja claro e objetivo

Colocar limites significa mudar de postura e quando os pais e/ou educadores mudam de atitude as crianças acabam agindo com mais teimosia, pois acabam saindo de um padrão cômodo. Mudar é difícil para as crianças e para os pais também, pois gera desconforto. Vai dar trabalho, a criança vai chorar mais, vai fazer birra, mas valerá a pena!

A criança vai tentar testar os pais, diversas vezes, até ela observar que mesmo com tamanha birra ela não vai conseguir o que ela deseja e que ela precisará mudar de comportamento. Quando a criança atingir a mudança, significa que ela aprendeu o que deve fazer. Então, seja claro e objetivo, não dê tantas explicações para não perder a razão!

Veja esse guia prático, em formato de ebook ilustrado, para pais e mães que vivem reclamando "meu filho não me obedece". Milhares de pessoas já baixaram e é bem avaliado pelos leitores e leitoras! Aproveite! É gratuito!

 

Aja com firmeza!

Quando os pais dão vários avisos ou chances, mas não agem as crianças entendem que os pais estão em “modo automático” e que nada irá acontecer com elas.

A ameaça, muitas vezes, prejudica mais os pais e os demais familiares. Quando você diz que se a criança não obedecer “vocês não irão ao parque ou viajar”, por exemplo, você está dando a opção da criança concordar com você e ainda correrá o risco de ouvir “tudo bem, não vamos!”.

Nesse momento você também perde o argumento e a razão. Cuidado, ao ameaçar você será obrigado a cumprir a sua palavra, ou seja, não ir ao parque e não viajar. Será que vale mesmo a pena ameaçar? Não ameace, aja o quanto antes!


Como lidar com a chegada do segundo filho?

Qual é a melhor atitude?

Muitas vezes o nascimento do irmãozinho provoca insegurança e ciúmes no filho mais velho. A criança tem medo de perder o amor e atenção dos pais, que, até então, eram somente voltadas para ela, por ser a mais velha. Em várias situações são os próprios pais e adultos que contribuem para tal fato, por exemplo, costumam elogiar sempre o bebê e se esquecem do primogênito!

Converse com o seu filho mais velho e peça ajuda para escolher o nome, mostre as roupinhas e presentes. Também peça a opinião dele e ajuda para alguns afazeres, como, por exemplo, montar o berço, arrumar as roupinhas, organizar o cantinho de brinquedos e leitura! Mostre que é muito vantajoso ter um filho mais velho que possa ajudar.

 

Intensifique a atenção com o filho mais velho

Tente manter os passeios ou rotina que vocês faziam juntos, mesmo que os pais tenham que se revezar no começo, enquanto o menor não puder sair de casa. Evite mudanças drásticas nessa fase, por exemplo: troca de babá, mudar de escola, retirar chupeta, mamadeira ou fralda, etc. Deixe para fazer isso bem antes ou depois para que a criança não associe com a chegada do bebê.

Tente estar presente nos horários importantes do filho mais velho, por exemplo: nas lições de casa, chegada da escola, refeições, etc. Se você pretende realizar grandes mudanças na vida do filho mais velho, como, por exemplo, mudar de escola ou retirar a chupeta, deixe para fazer isso quando o bebê tiver entre 9 a 12 meses de idade.

 

Seja tolerante

Não perca o controle (é difícil, mas podemos tentar!). Episódios de birras, regressão (para uma fase mais infantil) e choro são motivos comuns e até mesmo esperados com o nascimento do outro filho. Elogie atitudes positivas!

Que tal diminuirmos as cobranças e ressaltarmos as habilidades? Focar no que está caminhando bem desenvolverá mais segurança e compreensão por parte da criança!


Frases que você nunca deve falar para uma criança

Algumas palavras, frases e/ou comentários parecem inofensivos para os adultos, mas podem causar danos emocionais no dia a dia das crianças. Com atenção e calma evite algumas expressões!
Veja alguns exemplos:

 

Exemplo 1:

“Se você não me obedecer vou te largar aqui”. Uma boa forma de resolver isso é fazer combinados antes de sair de casa, isso irá evitar que você precise ficar ameaçando a criança para que ela te  obedeça.

 

Exemplo 2:

“Fique quieto, pare de questionar! Já estamos chegando...” Deixe a criança questionar! Atualmente, o nosso dia a dia é muito corrido e temos uma invasão diária de tecnologia, assim sendo, as crianças desejam entender tudo que está ao seu redor.

Uma opção é deixar um relógio de ponteiro com a criança e mostrar para ela em qual número deverá chegar o ponteiro para ela saber o horário que chegará no destino final. Também é uma ótima forma dela aprender a esperar!

 

Exemplo 3:

“Vou chamar a polícia para que você me obedeça” ou “Injeção não dói...”. Não fale mentiras para elas! Para as crianças injeção é algo doloroso, você pode dizer que irá sentir uma pequena picada e que depois passará.

Não enrole a criança dizendo que alguém vai chegar para resolver o problema, caso essa pessoa realmente não vá aparecer! A figura de autoridade naquele momento deve ser você! Uma dica: estipule regras, horários e limites!

 

Exemplo 4:

“Foi só um pesadelo, vá para o quarto e volte a dormir!”. Não ignore o medo que o seu filho está sentindo! Peça para ele te contar o que ele lembra, acalme-o dizendo que foi uma noite conturbada com um sonho muito ruim, mas que está tudo bem. Coloque uma luz noturna na tomada - como uma forma de proteção aos medos – e coloca-lo na cama dele, novamente, para dormir.

 

Exemplo 5:

“Seu irmão (ou primo, amigo, vizinho, etc.) está fazendo tudo direitinho. Você devia aprender com ele...” Não compare crianças! Cada uma tem as suas habilidades e dificuldades! Ninguém é igual a ninguém. Vamos tomar cuidado para não criar rótulos. Ter paciência para ver a criança fazer do jeito dela e no tempo dela é algo que vale a pena ser desenvolvido.


10 dicas para lidar com a teimosia infantil

Nós, do Diálogo Positivo, elaboramos 10 dicas para os pais lidarem com os filhos diante situações de teimosia infantil.

1.  Tenha calma! Não perca o controle e seja firme. Fale para a criança que você vai aguardar ela se acalmar para depois poderem conversar.

2. Mantenha a palavra: não ceda aos apelos da criança.

3. Dê exemplos! Os pais são exemplos para os filhos, por isso, não reforce o comportamento agressivo com as suas atitudes. Não grite, bata, ameace ou castigue, introduza o diálogo e mostre que este é o melhor caminho.

4. Interrompa atitudes negativas. No momento em que a criança começa a gritar ou se jogar no chão em locais públicos, os adultos devem, com muita calma e respeito, interromper o comportamento da criança e voltar para casa. Neste momento a criança entende que a birra não comunica nada e que pode acabar com um momento prazeroso.

5. Atenção. O momento em que a criança se acalma e expressa o que quer deve ser valorizado pelos pais, afinal exige muita reflexão por parte da criança.

6. Use a mesma linguagem. Os pais e/ou cuidadores precisam ter a mesma postura e ser coerentes entre si, opiniões divergentes causam insegurança nos filhos.

7. Nomeie emoções: entenda o que está acontecendo e explique para a criança o que ela está sentindo. Não insista em conversas na hora da raiva!

8. Não estabeleça trocas: boas atitudes não devem ser trocadas por presentes e/ou alimentação.

9. Coloque regras e limites, pois acalmam as crianças. Elas aprendem o que está por vir e também ajudam na organização diária.

10. Faça combinados antes de sair, combine e explique, com antecedência, o que vocês irão fazer. Dê uma prévia do assunto. Dependendo do passeio leve lanches ou brinquedos para a criança se distrair.