Educar não combina com gritar!

Estabelecendo uma comunicação saudável

Vamos pensar sobre qual é a melhor forma de comunicação dentro da sua casa. Primeiramente, não há necessidade de gritar para ser compreendido! O grito, geralmente, surge carregado de ordens e a primeira reação da criança é o susto.

O grito dos pais acaba paralisando a criança e ela interrompe o que está fazendo por medo de uma atitude mais drástica, como, por exemplo, apanhar. Isso não significa que elas compreenderam o real motivo de tal grito!

As crianças entendem que o grito é um alerta, ou seja, a hora de fazer alguma coisa. Nesse sentido, os pais sempre gritam para que a criança obedeça, mas o berro não é eficiente. Sem perceber, com essa atitude, você acaba ensinando controle e autoritarismo.

Se o grito é incentivado em casa a criança aprende que é com gritaria que as pessoas resolvem os seus problemas e atingem as suas metas. Ela passa a gritar com os amigos e professores e, em alguns casos, querem gritar mais alto com os próprios pais!

Neste ebook ilustrado, prático e gratuito é possível verificar situações comuns em que o filho é desobediente e como se comunicar melhor.

 

Se necessário, peça ajuda!

Outro alerta é para a alteração de humor durante e após a gritaria, pois os pais se culpam pelo ocorrido e, logo em seguida, acabam se desculpando. O ciclo “culpa e desculpa” não é muito sadio (não estamos dizendo que pedir desculpas para o seu filho é ruim, mas nesse caso, em específico, seguido de um grito, não é indicado!).

O melhor a se fazer é dizer para a criança que você está muito cansada(o) ou estressada(o) e solicitar que ela te ajude a estabelecer uma conversa com respeito.

Abaixe, fique no nível da criança e fale com um tom de voz natural, dê a ordem e peça a ajuda dela. Comunique de uma maneira não ameaçadora! Será mais efetivo. Pode ser mais demorado, mas o diálogo ainda é o melhor caminho para se aproximar e educar as crianças!