Filhos adolescentes: como lidar?

A principal pergunta dos pais é: devo vigiar o meu filho? Ele já cresceu, então eu já “acabei” de educar? Alguns pais fuçam gavetas, outros olham mochilas, mas também têm aqueles que querem ler todas as conversas de WhatsApp. O importante é estabelecer uma parceria com os adolescentes, mas como? Conversando e estando próximo oferecendo suporte e não vigiando e apontando o dedo.

A tendência é apontar as fraquezas, mostrar o que deve ser melhorado, mas devemos ressaltar o que é positivo. A adolescência é uma fase de muita oscilação com muitos hormônios em ação, além da necessidade de identidade grupal. Nessa fase a garotada busca grupos parecidos e com objetivos comuns. Eles desejam aceitação! Por isso a importância dos pais estarem próximos, oferecendo suporte e não apenas criticando. O cabelo é o ponto fraco do seu filho? A roupa? O corpo? Ajude-o e oriente-o.

Sobre os celulares os pais sempre comentam que há um uso excessivo, mas nós também estamos sempre pendurados no celular, não? Investigar conversas não é uma boa solução, faça combinados e peça, com carinho e atenção (muitas vezes o problema está na forma do pedido, uma ordem muito ríspida não tem efeito!), que o uso seja limitado a algumas situações e locais. Por exemplo: “podemos combinar que no restaurante ou no jantar de família você participará da conversa sem o celular em mãos”?

Os filhos crescem e, muitas vezes, ficam maiores que os próprios pais com apenas 12 ou 13 anos de idade! As meninas, ainda novas, ganham liberdade quando dizem ser independentes e os meninos encontram o poder na voz grossa ou até mesmo na barba! A nossa tendência é encará-los como homens e mulheres maduros e formados, mas em diversos momentos há muita imaturidade, sonhos e idealizações e os pais e/ou cuidadores são as melhores pessoas para dar base e respaldo!

Muitos pais questionam como educar os filhos adolescentes. A frase “eles não me escutam, não me obedecem, não sei mais o que fazer!” é clássica!

É um desafio? Claro, com certeza!

Cada um é cada um, cada casa tem um funcionamento e os adolescentes, na maioria das vezes, testam os pais assim como as crianças pequenas e até mesmo os bebês fazem com os cuidadores. Os bebês testam os pais quando choram, por exemplo, pela mamadeira e as crianças mais velhas testam os pais pedindo determinado brinquedo fora de hora no meio do shopping… E agora? Ao entrar na adolescência tudo isso acaba? Não! Ele continuará testando, tentando, desejando, porém, nesse momento, temos um algo a mais, ou seja, essa criança cresceu e está adentrando numa fase de descobertas.

Eles necessitam ser aceitos, eles buscam e testam qual o melhor grupo, por isso a cada hora pretendem usar um determinado estilo de roupa e alternam o seu estilo musical! Eles estão buscando identidade! E isso, geralmente, ocorre com os amigos, eles precisam desse espaço fora de casa para desenvolver outras habilidades, entre elas, a maturidade. Cuidado! Isso não quer dizer que você os deixará “livres para voar”! Vocês precisam supervisionar e, o principal, ouvir esses adolescentes.

Fique ligado se o adolescente estiver contestando muito e mandando na casa, isso significa que você não deixou claro as regras e limites. Eles precisam disso, é a continuação da infância, assim como os pequenos eles também precisam de atenção e dedicação. Os pais falham quando julgam que os filhos já cresceram e precisam aprender sozinhos, mas não é bem assim!!!

Não julgue, não aponte as falhas, tente entender o que está acontecendo, sente para conversar. Se você logo apontar os defeitos eles não terão a segurança para abrir o coração… Eles precisam de intimidade, gostam de portas fechadas e de som alto, é normal, é uma fase, terá picos altos, mas se normalizará. Lembre-se que alguns assuntos são necessários e você não poderá ter vergonha de abordá-los, fale, principalmente sobre sexo, opção sexual, drogas, festas e amigos.

Os pais se sentem ameaçados, pois, muitas vezes, percebem que os filhos têm novas opiniões e sabem algo além deles; bom, aproveite esse momento para conhecer novos pontos de vista, busquem juntos sobre o assunto e, principalmente, respeite os temperamentos e as ideias diferentes!

Permita-se conhecer o mundo deles, você não irá se arrepender e fará um bem danado (só não se esqueça que não há necessidade de mini saia para fazer parte da turma da sua filha ou fumar maconha para ser amigo do seu filho). Muito, mas muito diálogo positivo, sempre!

Quer saber mais? Clique aqui e baixe o nosso eBook gratuito.