Geração Wi-Fi: crianças e tecnologia

Atualmente, sabemos que a melhor forma de acalmar as crianças é “ligando uma Wi-Fi”. Quantas crianças não vemos quietinhas na frente de uma tela nos restaurantes, lojas, museus, etc.? A tecnologia pode ser fácil e cômoda, mas não podemos usar somente essa técnica!

Uma criança que passa muito tempo conectada pode apresentar comportamentos de isolamento social, pois a tela passa a ser muito mais fácil de lidar quando comparada aos amigos. Além de oferecer uma infinidade de possibilidades! Durante as refeições as crianças ficam fascinadas na tela e mal participam de uma possível conversa com os familiares, para além não prestam atenção na alimentação e podem acabar consumindo uma menor quantidade de alimentos saudáveis.

O risco está quando os pais ou educadores acabam usando a tecnologia para distrair a criança ao invés de orientá-la. É importante mostrar para a criança que ela deve aprender a esperar a vez, ter calma e ficar quietinha quando necessário. Ao oferecer a Wi-Fi as crianças não aprendem a lidar com desafios, situações novas e que nem sempre são prazerosas.

A exposição a conteúdos violentos pode alterar a conduta da criança, deixando-a mais agressiva. O uso excessivo também pode diminuir a concentração e a memória das crianças em função da velocidade dos conteúdos.

Estamos totalmente imersos na era digital, nós, pais, não conseguimos largar as redes sociais e as famosas séries, além do celular e as várias mensagens por dia. Assim sendo, a nossa tendência acaba sendo usar o tablet, por exemplo, para apaziguar as crianças quando necessitamos.

É prejudicial para as crianças?

É claro que a tecnologia é muito boa, nos dá muitas possibilidades, mas os estudos apontam que é prejudicial, principalmente para as crianças até os 2 anos de idade. Nessa faixa etária as crianças precisam descobrir o mundo através do tato, olfato, visão, audição e paladar. É esperado que ela caminhe por todos os lugares, descubra todos os buracos, veja cores e sinta diferentes cheiros.

Sabemos que existem muitos aplicativos educativos e interessantes, mas esses recursos são estáticos e através de uma tela, eles não permitem que a criança vivencie diferentes realidades. Através deles as crianças recebem muitas informações o que gera muita adrenalina e ansiedade, a vontade é de sempre ver mais e mais. É sempre “só mais um”, ou seja, gera uma dependência e isso faz com que a criança pequena não aprenda a brincar. Parece óbvio, mas para retirar o uso elevado de eletrônicos há necessidade de apresentar e ensinar brincadeiras para a criança. Brincadeiras como: blocos de montar (Lego), bonecas, carrinhos, massinha, jogos de tabuleiro, são muito interessantes. É importante que uma criança pequena saiba interagir no mundo de forma natural, ela precisa experienciar situações reais.

O tempo está passando e as crianças estão cada vez mais distantes de todos. Precisamos fazer as crianças descobrirem a possibilidade de um mundo sem eletrônicos. Para isso, necessitamos, primeiramente, sair dos nossos mundos virtuais para nos aproximarmos dos pequenos com brincadeiras mais simples e básicas para os momentos de alimentação, família, etc.

É claro que ela poderá ver filmes, mas podemos sentar junto com a criança para irmos diminuindo o hábito aos poucos e tamanha ansiedade. Tente reduzir a uma hora por dia. Faça um combinado com ela e mantenha firmemente. Use relógios para indicar o tempo adequado e combinado!

Afinal, quando eu posso dar um celular para o meu filho?

Quando você notar maturidade para um uso restrito, afinal o problema não é a tecnologia e, sim, como e quando ela é usada. Estabeleça limites e monitore! Não se esqueça que monitorar não é fuçar. Ao oferecer a tecnologia para o filho será difícil você ter acesso a tudo que ele faz, por isso que o ideal é avaliar a maturidade para tal uso!

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