O perigo dos rótulos!

Você sabia que os rótulos descrevem o filho e não o comportamento dele? Os rótulos podem ser positivos e negativos, veja alguns exemplos:

Exemplo 1 – Rótulo positivo:

Sabe quando você adora dizer para as suas amigas, na presença do seu filho, que ele é mega inteligente e nem precisa estudar antes das provas? Sim, ele pode ser super inteligente e achamos isso ótimo, mas entendam que ao falar isso ele poderá deixar de estudar apenas por achar que sempre dará conta de tudo.

Os filhos, muitas vezes, absorvem tais comentários como verdades absolutas e ficam confusos sobre os seus potenciais. O interessante seria dizer: “eu admiro os seus cadernos sempre completos e a sua dedicação”.

Exemplo 2 – Rótulo negativo:

Sabe quando o seu filho vai mal na prova e você logo diz: “tá vendo, eu avisei, você nem estudou, tirou essa nota péssima, não vai ser ninguém na vida!”. Pois é… O ideal é que você entenda os motivos da tal nota baixa ao invés de pronunciar essas palavras!

Nesse caso, por exemplo, vá até a escola ou olhe a prova e observe: ele deixou exercícios em branco, fez todos pela metade, não fez quase nada na prova, deu branco, errou coisas mais primárias (como contas básicas ou trocas de sinais), o que de fato aconteceu no momento e na avaliação?

Tomar essa atitude faz com que todos, inclusive o seu filho, identifique os erros e entenda o que aconteceu no momento. Na próxima prova ele ficará mais seguro!

No momento em que utilizamos alguns rótulos (sejam positivos ou negativos), por exemplo: “você é muito agressivo, falante, fraco, chato, etc.” ou “você é super certinho, correto, meigo, estudioso, incrível, etc.”.

O filho acaba “aceitando essa ideia” e passa a apresentar novos comportamentos a partir de tais rótulos. Ele acaba adotando esses nomes para si e até comenta com os outros “olha, eu sou muito falante e agressivo, você sabia? Minha mãe/pai que me disse!”.

Por fim, ao invés de rotular, descreva o comportamento do próprio filho para ele aprender a se perceber.

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